Warm Up sketch

 

Antes de trabalhar eu sempre faço uma aquarela rápidinha, pra testar alguma técnica nova e ainda aquecer a mao.

: )

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Kalinka

 

Essa ilustração fiz a pedido da Flor Dias, uma amiga.

A modelo pra ilustra foi a Kalinka, uma boneca feita pela Flor. Dá uma olhada —

Kdd Valenciana

 

Tenho estudado ornamentação, depois que li o Habibi do Craig Thompson fiquei fascinado por esse tipo de arte. O círculo ai em cima, agora percebo, está absurdamente torto.

Com o tempo melhora.

: )

 

 

P.C.

LAMEN FTW

 

Cara, vocês nem acreditariam se eu disesse o quão viciado eu sou em Lamén.

De copinho, de tigela, de restaurante, caseiro.

Sério. Chega a dar medo.

Já comi até no café da manhã, hahaha

Se preparem para ver esse personagem ai em cima mais vezes. Ele é parte importante de um projeto ao qual já dei inicio.

 

P.C.

Bat-teen

 

Eu acho que a visão que eu tenho do Batman é diferente daquela do bombadão modafoca que a galera usa geralmente.

Acho que o Batman é um herói diferente. Ele não vai sair por aí dando porrada a torto e a direito, falando frases de efeito. Isso é coisa do super-homem. Isso é coisa do Clark Kent, o escoteiro chato e genérico que mora na metrópole chata e genérica.

Gotham City não tem espaço para escoteiros, não tem espaço pra frases de efeito e heróizinhos com topetinho penteado. Aqui quem dá o maior susto é quem ganha, e um Batman assustador e mais parecido com um morcego causaria muito mais efeito que um bombado com toquinha de chifrinho.

Acho que a versão que mais gosto do Batman é a que o Paul Pope desenvolveu. A do Frank Miller com o Mazzuchelli também é excelente.

Batman é um detetive, um pesquisador. Um sherlock das trevas, um estudioso da mente criminosa. Ele sabe o que causa mais medo nos seus inimigos.

O que te daria mais medo?

Acordar no meio da noite, olhar para o pé da cama e ver um bombado fazendo pose de fodão?

Ou acordar e ver dois olhos amarelos gigantes brilhando juntos a uma fileira de dentes afiados?

O humano sempre vai ter mais medo do que aparenta ser sobrenatural.

Ao menos pra mim, é assim que o Batman é.

 

 

P.C.

( em momento super nerd )

 

Além do Hayao Myiazaki ser um dos meus maiores ídolos e talvez meu animador favorito, o Totoro sempre foi um dos personagens pelo qual tenho mais carinho.

Acho que era justo prestar uma homenagem aos dois então. : )

Estou experimentando com aquarela com a maior frequência possível, ainda não me arrependi de ter deixado a colorização digital pra trás.

 

P.C.

Algumas ilustrações…

Vamos começar do ultimo desenho que fiz, um dragão. Eu amo dragões, mas não gosto tanto da visão clássica em que eles se parecem com lagartos gigantes voadores. Sou mais os

dragões do Miyazaki, por exemplo. Na minha visão, dragões são criaturas da floresta, que se misturam com todas as outras. A unica diferença é que eles tem poderes mágicos. É bem difícil ver eles por aí… Só não é mais difícil que ver posts recentes nesse blog, haha

Esse é o Marshall Lee, mais um personagem de Hora de Aventura. Minha irmãzinha me ameaçou de morte caso eu não fizesse um….

Uma ruiva. Tem sido mutcho classe voltar a usar aquarela ( em um papel decente, principalmente), dando duro nos treinos aqui. Vamovênoquiéquedá.

 

Uma Fionna – personagem do desenho maisqueepicamentefodáscíssimo Adventure Time.

 

 

E pra fechar, um desenho mais antigo. Esse eu fiz pra homenagear um dos meus jogos favoritos, Sword & Sworcery. A fan art acabou saindo – não que eu tenha mandado pra eles postarem lá, claro…. assobio furtivo – na página oficial deles, foi bem classe! : )

A história por tras da história

Estou trabalhando em minha próxima graphic novel. Dessa vez, diferente da primeira, sem pressa alguma.

A primeira, ˜Bolhas”, eu tive que acelerar em umas partes, foi tudo na correria, pois tinha que ser lançada no FIQ ( Festival Internacional de Quadrinhos ), um evento sobre o qual ainda estou devendo o post. Mas resumindo: Foi um evento docaraleo.

É claro que tenho um carinho especial pelo Bolhas, afinal foi a primeirona. Fruto de muito trabalho, mesmo que apressado em alguns momentos. Muito nanquim, muito rock n’ roll usado como motivação, um pincel gasto até o fio final ( metáforicamente falando, porque afinal, é impossível finalizar com um só fio. Acreditem, eu já tentei pra não ter que ir até Sampa comprar um pincel novo. ), nanquim na unha e suor nas costas da cadeira.

Mas depois de um tempo, você evolui – mesmo que não muito – e é natural que o trabalho antigo pareça…antigo.

E como se livrar do antigo? Experimentando coisas novas.

A graphic novel em que estou trabalhando agora vai se passar no Japão. Vai. Vai, por que ainda não comecei a desenhar. Aliás, mal terminei o roteiro. Praticamente nem comecei.

Ainda estou naquela parte de absorver o máximo possível, de acumular conteúdo, pra depois despejar tudo no liquidificador e bater com as outras coisas que formar a história.

Mas vamos falar menos dessa graphic novel, que era pra ser segredo.

Maldita mania de me perder no texto e falar de coisas completamente diferentes do que eu pretendia, hahaha

Pra fazer essa nova hq – essa foi a ultima vez que falei! – tenho pesquisado muitas coisas relacionadas ao Japão.

Mas não da forma acadêmica. Não que nem aquela pesquisa escolar que você faz por fazer. Tenho pesquisado com gosto. Vou todos os dias com sede a fonte. a fonte pode ser um livro de Ukyio-e, uma página na internet sobre mitologia japonesa, um artigo de revista sobre curiosidades do país, um trabalho de faculdade  sobre o xintoísmo… Ou até coisas mais distantes ainda do modo “formal”de pesquisar, como experimentar a culinária do país, assistir porno jap– quer dizer, cinema japonês.

Tenho aprendido muito e acumulado essa excitação em relação ao local onde se passa a história, aos modos dos figurantes da história, roupas, armas, gestos, expressões, dialeto, fauna e flora local, tudo.

É o melhor modo possível – ao menos ao meu ver – de se excitar em fazer A história. Você quer desenhar aquele próximo painel tanto quanto o leitor vai querer ler, essa é a fórmula. Quanto mais entusiasmo ao fazer, mais chance do leitor se entusiasmar.

Ao mesmo tempo, você tem que equilibrar o entusiasmo com a técnica. Um tem que conter o outro, e os dois não podem se empurrar pela soberania – pusta palavra legal – no projeto, eles tem que se abraçar. É um 50/50, não um 8/80.

É Ying e Yang.

Técnica e sentimento, puro equilíbrio.

Ainda pretendo escrever muitos relatos sobre o que tenho aprendido enquanto faço essa história.

Um meio de documentar, mesmo que só pra muá, como tem sido.

Abraços,

 

Pedro C.